Em muitos países a Internet está revolucionando a interação entre o cidadão e seus governos. Governos democráticos, aproveitando a tecnologia revolucionária deste meio, procuram cada vez mais se organizar para atender às necessidades do cidadão. No Brasil, assim como no Reino Unido, inúmeros projetos estão sendo implementados na Internet, visando intensificar as interações democráticas com os seus cidadãos; aumentar a transparência do governo e suas ações; reduzir os custos de serviços governamentais e, simultaneamente, melhorar sua qualidade, simplificar a facilitar a vida de cidadãos e empresas em seus territórios. Surpreendente é que países de realidades tão diferentes como Brasil e Reino Unido enfrentem problemas semelhantes na implementação de seus programas eletrônicos. A co-operação internacional tem sido fundamental no enfrentamento destas questões. Ao participar de um seminário internacional organizado pelo Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido em Londres, Fernando Peregrino, então diretor do PRODERJ (órgão responsável pela implementação dos programas de e-governo no Estado do RJ) apontou como dificuldades enfrentadas pelo Estado a falta de recursos humanos, o restrito acesso à Internet (5% da população brasileira têm acesso à Internet Estado), os altos investimentos em infra-estrutura necessários e a má qualidade das conexões no Brasil. As conclusões do evento - reconhecidas pelo governo britânico - apontaram como principais desafios da democracia via Internet no mundo a falta de infra-estrutura que atinja todos os cidadãos; os níveis diversos de alfabetização, educação e conhecimento de informática; a falta de uma linguagem nacional (regionalização cultural nos países); a falta de legitimidade do sistema eletrônico; as censuras governamentais e a falta de uma cultura de transparência. Desde abril de 2001, o British Council e órgãos do governo britânico vêm promovendo intenso intercâmbio com o Brasil nesta área. |