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Cerca de 60 convidados, dentre eles estudantes universitários e jovens profissionais de diversas áreas, tais como advogados, contadores, professores e pesquisadores participaram do primeiro Café Scientifique de 2007 (primeiro também da série relativa a Mudanças Climáticas) que aconteceu no dia 30 de agosto, entre os escritórios do Rio de Janeiro, Recife e Manchester no Reino Unido, com a participação do especialista britânico, John Broderick.
O tema escolhido para debate foi Créditos de Carbono e, como essa temática ainda é relativamente desconhecida do público em geral, convidamos para fazer uma palestra introdutória, antes da palestra do pesquisador John Broderick, o pesquisador do Programa de Planejamento Energético (PPE) da Coordenação de Programas de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ) e mestrando do Programa de Planejamento Energético, Alberto Villela.
Alberto apresentou aos convidados questões relacionadas ao Protocolo de Quioto e o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo com o intuito de preparar o público para a discussão principal com o especialista britânico.
Em seguida à palestra de Alberto Villela, o pesquisador John Broderick do Tyndall Centre Universidade de Manchester iniciou sua apresentação tão esperada pelos convidados . John abordou os prós e contras do mecanismo de controle limpo e o mercado de emissões de carbono. Só para ilustrar o comprometimento dos convidados com o tema, podemos afirmar que um dos pontos comentados com mais entusiasmo pelos participantes foi se deveria haver um teto sobre a comercialização de créditos de carbono e se isso beneficiaria o Brasil e o mundo.
Para auxiliar nos debates, contamos com dois facilitadores em cada escritório:
- Rio de Janeiro, além do Alberto Villela, tivemos também o Prof. Enéas Salati, Diretor Técnico da FBDS-Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável.
- Em Recife tivemos Mariluce Zepter, Mestrenda em Gestão e Políticas Ambientais (UFPE, 2006-2008) e José Ronaldo de Melo Jucá, Mestre em Saúde e Ambiente (Inglaterra, 1994-1996).
- Iniciativa inédita no mundo rendeu R$ 34 milhões à Prefeitura paulistana:
A Bolsa de Mercadoria e Futuros (BM&F) realizou ontem o primeiro leilão de créditos de carbono em bolsa do mundo. Foram colocados à venda 800 mil certificados de emissão reduzida - os títulos negociados no ambiente do Protocolo de Kyoto - provenientes da captura e queima de 808.450 toneladas de gás metano no Aterro Bandeirantes, em SP. Saiba mais.
- Memorando de entendimento entre Brasil e Finlândia:
O Café Scientifique “Crédito de Carbono: Há Crétito Nisso?” aconteceu duas semanas antes da assinatura de um memorando de entendimento que ocorreu na segunda-feira, dia 17 de setembro, entre o Brasil e a Finlândia (quando da visita do Presidente Lula aos países escandinavos) que poderá elevar as chances do Brasil captar boa parte dos cerca de 200 milhões de euros que os finlandeses devem investir em projetos de desenvolvimento limpo nos países emergentes nos próximos anos.
Pesquisador do conceituado Tyndall Centre for Climate Research de Manchester, centro de excelência engajado em buscar soluções sustentáveis para a questão Mudanças Climáticas, através de análises inter-disciplinares e formas inovadoras de diálogos com a sociedade.
John é um cientista ambiental, formado pela Universidade de Cambridge, com mestrado em Administração de Zonas Costeiras Tropicais pela Universidade de Newcastle, tendo trabalhado principalmente com a área de eco-turismo marinho. Antes de iniciar seu trabalho em Manchester, ele desenvolveu um mestrado em eco-turismo, em colaboração com a universidade de Naresuan, na Tailândia, e outras três universidades européias. Sua formação em ciências ambientais e seu interesse no impacto que a indústria da aviação tem nas mudanças climáticas levaram John a pesquisar a questão de offsets de carbono e lhe auxiliam em seu projeto junto ao Tyndal Centre. Nas palavras de John: “Pesquisas demonstram que o transporte aéreo é responsável pela maior parte do impacto causado pelo eco-turismo. Ironicamente, mudanças climáticas têm um impacto muito sério na biodiversidade e ecossistemas, tais como recifes de coral e as grandes montanhas, dos quais o eco-turismo depende.”
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