Você acha que para sobreviverem, os seres humanos têm o direito a uma certa quantidade de emissão de carbono? Mas, isso nos dá o direito de poluir o nosso meio ambiente? E, se nos focarmos em nossos direitos, estaremos em perigo de esquecer nossas responsabilidades?
Cerca de 60 pessoas de Recife (Brasil), Nova Deli (India) e Edimburgo (Escócia, Reino Unido) se reuniram no dia 30 de Outubro de 2007 para debater, através de video-conferência, Mudanças Climáticas e Direitos Humanos num Café Scientifique mediado pelo jornalista .
O professor de Teoria de Política Ambiental da Escola de Estudos Sociais e Políticos da Universidade de Edimburgo, , foi convidado para este evento e teve um papel muito importante. Tim falou sobre como questões relacionadas a emissões e subsistência devem ser evoluídas, tendo como referência a idéia do ‘espaço ecológico’. Segundo o professor, uma distribuição justa de direitos ao espaço ecológico garantiria, em princípio, uma distribuição justa do bem estar sem sancionar nenhum uso excessivo de recursos naturais ou serviços ambientais, incluindo a estes a capacidade do planeta de absorção de carbono.
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Estavam presentes, estudantes de graduação e pós-graduação, doutorandos, mestrandos e profissionais nas áreas que envolvem relações internacionais, pedagogia, meio ambiente e tecnologia da informação. A interação entre os participantes das três cidades foi bastante significativa e aconteceu através de perguntas, respostas,comentários e, finalmente, de um debate. A impressão do Prof. Tim Hayward foi a de que o público era composto por pessoas inteligentes, comprometidas e apaixonadas.
Maria Luiza Siqueira Aposentada UFPE - Consultora em Educação
Victor Oliveira da Costa Suporte de T.I - Shopping Tacaruna
N. Patrick Peritore (PhD - Professor de Pós-graduação- UNIECO,UNICAP) e Liliane Peritore (Professora)
Evelyn, Tássia, Mariane e Muriell Estudantes - Relações Internacionais - FIR
Assista a um trecho do debate de um dos grupos de Recife
Veja algumas fotos do evento Foto1, Foto 2, Foto 3, Foto 4, Foto 5, Foto 6
Durante o evento, a partir das discussões dos convidados, produzimos uma lista com sugestões e reflexões que podem contribuir para a redução dos impactos das mudanças climáticas no mundo.
Veja a lista
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Tim Hayward é Professor de Teoria de Política Ambiental da Escola de Estudos Sociais e Políticos da Universidade de Edimburgo desde 1994. Anteriormente,Tim lecionou filosofia na Universidade de Sussex e Glamorgan. Trabalhou na Universidade de Bari, Itália, e, na Universidade de Oxford. São da sua autoria as seguintes obras: Pensamento Ecológico: uma introdução (Polity Press, 1995); Teoria Política e Valores Ecológicos (Polity Press, (1998), e Direitos Constitucionais Ambientais (Oxford University Press, 2005).
A pesquisa atual de Tim examina à relação entre of direitos humanos e a justiça ambiental global com foco específico nas questões referentes ao recurso natural e o conceito do débito ecológico.
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Rob Edwards tem atuado por mais de 25 anos como jornalista freelance nas questões relacionadas ao meio ambient. Escreveu para o New Statesman, The Guardian, The Observer, The Mail, The Sunday Times, Scotland on Sunday, The Scotsman, The Glasgow Herald, The Edinburgh Evening News entre outros. Desde 1999 tem assumido o cargo de editor de meio ambiente para o Sunday Herald e atuado como correspondente para a New Scientist. Também produziu programas para a televisão, proferiu palestras, dirigiu conferências e tem sido entrevistado pelo rádio e televisão. Rob foi o co-autor de três livros sobre potência nuclear e ganhou uma séries de prêmios, e, mais recentemente, foi indicado, como jornalista ambiental, para o Prêmio concedido para o jornalista do ano pela British Environmental and Media Awards. Ele é membro da União Nacional de Jornalistas e reside em Edimburgo, Escócia.
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Há um acordo internacional sobre a responsabilidade de reduzir a emissão de carbono, que deve ser distribuída de forma equilibrada, mas o debate sobre os princípios para uma distribuição justa dá ênfase na distribuição dos direitos de emissão. Esse afastamento do foco na responsabilidade para os direitos não é necessariamente o caminho para reduzir as emissões, uma vez que pressionar pelos direitos pode tirar a atenção do cumprimento das responsabilidades. Além disso, os mercados emergentes de carbono, nos quais os direitos de emissão são comercializados, trabalham provavelmente para diminuir as responsabilidades de nações desenvolvidas e prejudicar os mais pobres.
Reconhecer que um determinado nível de emissões é um direito humano seria uma resposta apropriada para essas questões? Interessados sobre a situação dos piores aspectos da globalização conduzem um processo para reconhecer que é um direito humano determinar alguma quantidade de emissões per capita a fim de assegurar a sobrevivência. Entretanto, dadas as razões para apoiar o direito humano de um desenvolvimento sustentável, não seria um erro reconhecer qualquer direito humano de contaminação?
Minha sugestão é que ambos os problemas de emissão e sustentabilidade devem ser certamente compreendidos dentro de uma única estrutura de justiça, mas essa estrutura deve ser desenvolvida visando à idéia de espaço ecológico. Uma distribuição equilibrada dos direitos para um espaço ecológico asseguraria, em princípio, uma distribuição equilibrada de bem-estar sem permitir nenhum uso em excesso dos recursos naturais ou serviços ambientais, incluindo a capacidade do planeta de absorver carbono.
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