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Biografia de Henry Moore

Nascido em Yorkshire, em 1898, Henry Moore começou a esculpir ainda quando criança, mais precisamente quando tinha apenas 11 anos, após contato com obras de Michelangelo. Filho de um mineiro, iniciou seus estudos em Leeds depois de combater na Primeira Guerra Mundial, e em 1919, ingressou como bolsista no Royal College of Art. Seus interesses por escultura primitiva e clássica o levaram a freqüentar o British Museum e a viajar por Itália, França e Espanha.

Em 1921 mudou-se para Londres, onde estudou no Royal College of Art com bolsa de estudos, concluindo-a em 1925. Ainda no mesmo ano tornou-se professor de escultura da mesma instituição, onde lecionou até 1932. Realizou sua primeira exposição individual em Londres, em 1928. Em 1932 transferiu suas atividades de ensino para a Chelsea School of Art. Em 1933 tornou-se membro da “Unit One”, um grupo de jovens artistas ingleses. Em 1939 a “Chelsea School” foi desalojada, seu estúdio foi bombardeado e Moore interrompeu suas aulas, transferindo-se para Kingston durante um ano. Em 1940 foi nomeado "artista da guerra", época em que iniciou sua conhecida série de desenhos dos refúgios anti-aéreos. Em 1941 foi eleito membro do conselho da Tate Gallery, por sete anos (reeleito em 1949). Nessa época, viajou para Nova York, onde expôs individualmente desenhos e esculturas, realizando exposições também em Chicago e São Francisco.

Em 1945 a Universidade de Leeds lhe concedeu o título de “Doutor Honoris Causa”. O reconhecimento internacional veio no ano seguinte, quando da premiação na XXIV Bienal de Veneza. Em 1949 são organizadas exposições retrospectivas de sua obra na Bélgica, França, Holanda, Alemanha, Suíça, México, Grã Bretanha, Austrália, Nova Zelândia, Suécia, Noruega, Iugoslávia e Japão. Em 1953, a Universidade de Londres concedeu-lhe o doutorado em letras “Honoris Causa”. Em 1954, participa da II Bienal de São Paulo, apresentando cerca de 70 obras. Cinco anos mais tarde, nos Estados Unidos, titulou-se “Doutor Honoris Causa” em Belas Artes pela Universidade de Harvard. Em 1977 foi organizada uma grande retrospectiva de seu trabalho no Jardin des Tuilleries em Paris, com cerca de 244 obras, entre desenhos e esculturas.

Em sua obra, pode-se constatar dois períodos distintos, tanto pelo uso dos materiais e as técnicas escultóricas como pelas abordagens formais. Entre 1922 e 1939 os materiais escolhidos foram a pedra e a madeira; nesta época tomou parte do movimento surrealista, e se interessou pelos “objets trouvés” como pontos de partida para a criação escultórica. Após a Guerra, Moore se dedicou à modelação, fundida em bronze. O tema central que percorreu ambas as fases é a figura humana, sobretudo a feminina (a mãe com seu filho, a figura reclinada etc.). A partir dos anos 50, Moore deteve-se numa temática mais formal “interior/exterior”, integrando a figura à paisagem; sendo que produziu esculturas com escalas bem maiores, contratando assistentes incluindo Anthony Caro, Phillip King, John Farnham, Malcolm Woodward e Michel Muller. Seus trabalhos constam das mais significativas instituições do mundo inteiro, tais como: Art Gallery of Ontario; British Museum, Londres; Victoria and Albert Museum, Londres; the British Council, Londres. Além das obras em diversos locais públicos, tais como na sede da UNESCO em Paris e no Parlamento Inglês, em Londres. Em 1977 criou-se a The Henry Moore Foundation, em Londres; mais tarde, em 1982, a fundação juntamente com o Leeds City Council estabeleceram o The Henry Moore Institute, em Leeds, dedicado exclusivamente à escultura, com um programa composto de exposições, coleções e pesquisa.

É considerado um dos mais importantes escultores do século XX e um dos principais nomes das artes no Reino Unido. Faleceu em 1986, em Much Hadham, deixando muitas de suas grandes obras para a Fundação que leva seu nome.

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