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Após três meses de intensa visitação no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro com um público estimado em dez mil pessoas, é a vez de São Paulo receber uma das mais importantes escultoras inglesas da atualidade, Rachel Whiteread. Ela irá prestigiar a abertura da exposição, que ficará no MAM São Paulo de 18 de março a 03 de maio. Ao todo, serão 21 esculturas, duas das quais feitas especialmente para as exposições no Brasil que contam com a curadoria de Paulo Venancio Filho do Rio e Ann Gallagher do British Council de Londres. A exposição foi considerada pelo Jornal O Globo uma das dez melhores de 2003. Veja imagens da exposição no Rio de Janeiro. Rachel Whiteread nasceu em 1963 e estudou escultura na Slade School em meados dos anos 80. Seu trabalho envolve predominantemente moldar com gesso espaços cujas formas são ditadas pelos objetos do cotidiano, como por exemplo mesas e banheiras. Essas áreas são geralmente definidas pelos objetos que a cercam, como em Untitled (Pink Torso), um molde do interior de uma bolsa de água quente. House (Casa), é um molde do interior de uma casa estilo Vitoriana de três andares na região leste de Londres. A estrutura apresentava um espaço vazio em forma sólida, sem revestimento. A casa por si só se mantinha como um símbolo de sobrevivência, uma vez que todas as outras casas da Rua Grove foram derrubadas para re-urbanização da área.
Whiteread, que foi prestigiada em 1993 com o importante Prêmio Turner, utiliza uma variedade de materiais na produção de seu trabalho, que já foi comparado com sarcófagos egípcios e seu método de trabalho com a fabricação de máscaras que eram utilizadas para cobrir os mortos. Os trabalhos de Rachel Whiteread indicam na sua maioria que alguma coisa se perdeu, mas em ocasiões eles revelam justamente o oposto - quem observa seu trabalho tem a sensação de descobrir algo que sempre soube que estava ali mas não era possível identificar visualmente. Suas esculturas investigam o relacionamento entre a matéria e seu espaço negativo, entre o que se imaginava perdido e o que acaba se encontrando.
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