No mundo todo, orquestras, salas de concerto, empresas de ópera e quartetos de cordas (e outros tipos de instituições musicais) estão questionando seu papel no tradicional cenário do mundo de concertos. Instrumentistas, cantores e seus organisadores estão se perguntando se têm um papel mais amplo na sociedade, e estão em contato com pessoas não familiares com este ambiente.
Companhias de ópera realizando produções em prisões, orquestras sinfônicas convidando estudantes para atuarem com compositores, quartetos de cordas trabalhando com empresas de alto nível e ajundando a liberar criatividade em seu ambiente de trabalho. Muito do desenvolvimento deste trabalho musical foi mantido no passado por diferentes tipos de músicos e organizações, mas só recentemente grupos de alto nível musical fazem deste trabalho o centro de suas missões.
Apesar desta prática ter se difundindo na Europa, América do Norte e vários outros lugares no mundo, a Grã Bretanha é reconhecida por sua iniciativa e abordagem criativa nesta área. A BBC Scottish Symphony Orchestra tem desenvolvido um consitente trabalho, refletido em seu papel único no cenário da vida cultural escocesa, além das oportunidades de ser uma orquestra mantida por uma rede de comunicação.
Seu trabalho educativo junto às comunidades não é necessariamente o trabalho de todas as organizações musicais britânicas, mas a forma com que pensa seu amplo papel na Escócia e no resto do mundo, nos dá uma idéia de como todas as organizações estão mudando suas atitudes e práticas.
Em países como o Brasil, existe um admirável trabalho em desenvolvimento musical, mas frequentemente não desenvolvido por organizações líderes, como orquestras e companhias de ópera. Este seminário é planejado para explorar como e porque uma instituição musical foi motivada a receber novos formatos de trabalho e se este tipo de caminho pode ser fonte de inspiração para orquestras e outras instituições musicais no Brasil.
Desde sua graduação pela Universidade de Durham, Andrew Bennet percorreu uma vasta carreira em gerenciamento artístico, incluindo organização de eventos nas áreas de teatros, orquestra e ópera. Trabalhou, ocupando cargos de adminsitração para a Royal Liverpool Philarmonic e para as Orquestras Philarmonia e de Ulster, antes de passar seis anos na Opera Itinerante de Birmingham. Como Diretor Executivo da Northern Sinfonia ajudou na integração do grupo à estrutura administrativa do centro The Sage, em Gateshead. Desde 2001 trabalha como free lancer e consultor em gerenciamento artístico para inúmeros clientes, incluindo o British Council (Reino Unido, Holanda e Croácia, dentre outros) e o Ministério da Cultura da Colômbia.
O escopo do trabalho de Andrew na Casa da Música em Portugal, famoso multi-auditório aberto em Abril de 2005, aumentou para incluir o gerenciamento do Estudio de Opera de pós graduação, resultando na mudança para a cidade do Porto em 2003. Colaborou como membro do Conselho, e posteriormente, como diretor da UK National Opera e do Music Theatre Forum e como membro do Conselho da Associação de Orquestras Britânicas.
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