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Em sentido horário: Will Self, Ahdaf Soueif, William Boyd e Kiran Desai.
Festa Literária Internacional de Parati 2007
Biografias

AHDAF SOUEIF
A vida de Ahdaf Soueif (1950, Cairo), dividiu-se desde a infância entre o Egito e a Inglaterra. Sua ficção reflete a experiência de crescer entre dois mundos e o peso suportado pelo estrangeiro ao transitar pelas cisões culturais. Seu primeiro romance, In the Eye of the Sun (1992), conta a história de uma jovem egípcia que viaja para estudar na Inglaterra. O mapa do amor (2007), indicado ao Booker Prize e lançado recentemente no Brasil, narra dois casos de amor anglo-egípcios. Soueif escreveu ainda um livro de ensaios, Mezzaterra (2004), e três coletâneas de contos, além de traduzir as memórias de Mourid Barghouti, Eu vi Ramallah (2006).

Kiran Desai
Rebuliço no pomar das goiabeiras (2000), uma comédia sobre a vida num vilarejo indiano de Kiran Desai (1971, Chandigarh, Índia), anunciou a chegada de uma escritora de raro talento. Seu segundo romance, O legado da perda (2007), aclamado nos dois lados do Atlântico — nos EUA, com o prêmio do National Book Critics Circle, e na Grã-Bretanha com o Man Booker Prize de 2006. Dona de uma prosa bela e zelosa, Desai conta a história de um juiz indiano aposentado que vive ao pé do Himalaia com sua neta órfã e seu cozinheiro. ante o pano de fundo de uma insurgência nepalesa. Trata-se de uma reflexão sutil sobre deslocamento, migração e identidade.

WILL SELF
O escritor e jornalista Will Self (1961, Londres) molda os detritos humanos numa prosa eletrizante e escatológica. Suas obras de ficção, como Cock & Bull — histórias para boi dormir (2002), Como vivem os mortos (2005) e Grandes símios (2006), Self cria um mundo alternativo onde homens e mulheres adquirem genitálias do sexo oposto, onde taxistas enfurecidos se tornam profetas e os mortos se mudam para um novo bairro. A cidade é Londres, mas não a que conhecemos. Nesse universo, os viciados estão às soltas e a insanidade existe em quantidades pré-fixadas. Em 1993, a revista inglesa Granta o citou entre os “Melhores Jovens Romancistas Britânicos”. Seu novo romance, The Butt, será lançado em 2008.

Willian Boyd
Willian Boyd A Good Man in África (1981), uma abordagem irônica da vida expatriada, valeu a William Boyd (1953, Acra, Gana) os prêmios britânicos Somersert Maugham e Whitbread, além de um lugar na lista dos “Melhores Jovens Romancistas Britânicos” da Revista Granta em 1983. Seu continente natal é o cenário de outras obras, entre elas o A praia de Brazaville (1999). Em livros como Armadilho (2000), A tarde azul e O destino de Nathalie X e outras histórias, Boyd explorou o potencial cômico da narrativa em forma de diário para pesquisar o elo tênue entre a auto-representação e a ficção. Seu nono romance, Fuga (2007), recebeu o prêmio Costa de Melhor Romance do Ano de 2006.

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