Benjamin Zephaniah - Um artista múltiplo
Ele é poeta, mas também é romancista, ativista político, músico, dramaturgo, documentarista e apresentador de TV. Como se não bastasse, ele é mestre em artes raciais e Rastáfari. Benjamin Zephaniah nasceu em Birminghan, em 1958, mas possui raízes e influências jamaicanas. Se autodenomima poeta oral, porque acredita que sua arte está ligada à sonoridade das palavras.
Através dos seus poemas, músicas e livros, ele denuncia o racismo e as injustiças sociais da Grã-Bretanha. Foi vítima de racismo na década de 70 e chegou a ser preso por roubo, antes de iniciar os seus trabalhos artísticos. Hoje, ele é um poeta consagrado no mundo todo, principalmente na África, Caribe e parte da Ásia, onde há culturas mais voltadas à música.
Parece curioso, mas em 2003, Benjamin rejeitou a Ordem do Império Britânico que lhe foi oferecida pelos seus trabalhos literários. Para ele, tal honraria não poderia ser aceita, já que ele atua em diversos campos que vão além da literatura.
“A criatividade é uma grande árvore com muitos ramos e a literatura é um desses ramos” (Benjamin Zephaniah)
Atualmente, Zephaniah está desenvolvendo um programa de computadores para crianças cegas no Reino Unido e por isso acredita que seu trabalho na literatura é apenas uma pequena representação de sua arte.
Em entrevista exclusiva ao British Council, Benjamin contou um pouco sobre o seu último livro Gangsta Rap, seu primeiro romance lançado no Brasil, sobre como ele transita entre diferentes linguagens e o que achou da sua 1º visita ao Brasil.
Confira a entrevista com Benjamin Zephaniah.
Da Escócia à Paraty
Ali Smith nasceu em Inverness, norte da Escócia, em 1962, e é uma das mais prestigiadas romancistas e autora de ficção contemporânea em língua Inglesa. Veio ao Brasil pela primeira vez, e durante a FLIP lançou o romance Por Acaso, que lhe rendeu o prêmio Whitebread em 2005. Sempre com sorriso no rosto, a autora escocesa movimentou o público do festival com a leitura de um trecho do seu romance. Smith já parece estar habituada com o sucesso de suas obras, já que seu segundo romance Hotel World (2001) foi indicado para o Booker Prize.
Em sua apresentação durante a FLIP, Smith abordou os limites da narrativa literária e quais foram as etapas de produção do romance Por Acaso.
Ali Smith concedeu uma entrevista exclusiva ao British Council e nos contou sobre o início de sua carreira como escritora, as influências que absorveu em sua narrativa, e relatos de sua participação na FLIP.
Confira a entrevista com Ali Smith.
Por Liliane Rebelo - Cobertura exclusiva para a FLIP
|