Próximo Ato - Encontro Internacional de Teatro Contemporâneo - está em sua 6ª edição em 2008. Trata-se de um programa anual de reflexão que promove encontros, debates, mini cursos e workshops, reunindo artistas e intelectuais brasileiros e estrangeiros. É uma ação conjunta liderada pelo Itaú Cultural, com a participação do British Council, Consulado Geral da França, Goethe Institute e Agência Espanhola de Cooperação Internacional, que reunidos contribuem para a formação do pensamento sobre a arte contemporânea.
Desde 2006, seu foco tem sido o Teatro de Grupo no Brasil e no mundo. Este ano, o Próximo Ato ampliou suas atividades para além de São Paulo, atingindo Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e trabalhando em todas essas regiões com grupos teatrais convidados de vários estados. Seu período de realização em 2008 se extende de agosto a novembro.
O Próximo Ato conta com a curadoria de Antonio Araujo, diretor artístico do Teatro da Vertigem e professor da ECA/USP; José Fernando de Abreu, diretor do Teatro de Narradores, professor da EAD/USP e editor da revista camarim, da Cooperativa de Teatro; e Maria Tendlau, atriz e educadora, responsável pela implantação do Projeto Teatro Vocacional, da Secretaria Municipal de Cultura (2001 - 2004).
Playgrounding
O primeiro projeto do BAC - Battersea Arts Centre, resultante deste exercício Playgrounding foi “The Masque of the Red Death” uma co-produção com Punchdrunk. O projeto inaugurou a antiga sede da prefeitura de Battersea, transformando-a em uma paisagem gótica Vitoriana submersa na imaginação de Edgar Allan Poe. Assim como outras produções do BAC, como as festas “Trashy” caracterizadas por suas mútiplas formas artísticas em múltiplos espaços, o show estabelece um precedente para o uso do espaço da antiga prefeitura como um playground para artistas: um edifício que pode ser reinventado para criar aventuras para o público. O BAC atualmente situa Playgrounding no centro de sua produção; o projeto acontece em todos os espaços do prédio durante o ano todo e a criação e experiência teatrais são por eles consideradas catalisadores essenciais além de um fundamental tipo de abordagem para o desenvolvimento desse espaço.
Playgrounding é um processo de improvisação arquitetônica que situa o artista e o público no centro do local onde será desenvolvida a experiência, além de posicionar os utilizadores do espaço em uma parceria criativa e colaborativa entre arquiteto e produtor de modo a desenvolver idéias arquitetônicas inspiradas pelo experimento e pelas reações a ele; ou seja, pelo próprio processo de fazer teatro. Tal processo ocorre através da metodologia de criação teatral de BAC, que significativamente investe em inovações no desenvolvimento antes de dar continuidade à próxima etapa do processo.
David Jubb
“Escolhi trabalhar no teatro, pois estava interessado em reunir grupos de pessoas. Estava interessado na intimidade entre artistas e o público, em catalisar o impacto dessa intimidade, criando novas idéias, reforçando a cumplicidade entre estranhos. Penso nos espaços teatrais como as pessoas costumam pensar em Igrejas e Mosteiros: lugares para se sentir em casa, para se sentir unido às outras pessoas, para ser desafiado. Mas também acredito que espaços teatrais são capazes de abarcar todo o tipo de diálogo, todo o tipo de idéia, todo o tipo de pessoas e de relacionamentos. Quando o teatro é bom, é sobre invenção e progresso. Acredito que o relacionamento entre artistas e público tenha o poder de transformar o mundo em um lugar melhor. Amo estratégias, pensar sobre um grandioso quadro, trabalhando para se criar uma estória completa e como as pessoas se encaixarão nesta estória. Da mesma forma amo arregaçar minhas mangas e mergulhar nos capítulos. Sou particularmente apaixonado em trabalho participatório, que encoraja uma platéia ativa e engajada. Passei anos lecionando em escolas e universidades e me empolgo com oportunidades de aprendizado no teatro. Mas produzir um novo trabalho, fazê-lo acontecer, é exatamente disso que eu gosto mais. Nos últimos 15 anos, dirigi e produzi meu próprio trabalho, dirigi espaços teatrais e gerenciei e produzi artistas independentes e companhias teatrais. Muito de meu trabalho tem se caracterizado por um interesse em facilitar o diálogo no desenvolvimento de novas idéias, em fazer as coisas acontecerem partindo do zero, e isso é o que eu mais gosto de fazer. Tenho apreciado muito trabalhar com diversas organizações que trabalham com o desenvolvimento: Central School of Speech and Drama, onde fui Venue Director; Your Imagination, uma companhia independente de produção fundada por mim; Battersea Arts Centre, onde trabalhei como Development Producer e do qual sou Diretor Artístico desde 2004. Também sou Presidente do Kneehigh Theatre, de Cornwall, uma companhia que representa tudo o que há de mais excitante e possível no teatro".
David Micklem
É um dos dois diretores artísticos e diretores executivos do BAC, juntamente com David Jubb. É também editor do livro “The Producers”, cujo foco é fortalecer o papel de produtores de arte. Antes de assumir este cargo no BAC, David foi analista estratégico senior para Teatro no Arts Council of England, onde liderou a implementação da política nacional de teatro na Inglaterra. Antes disso, foi analista líder para Performance Contermporânea no Arts Council, onde planejou e implementou estratégias para teatro experimental, site specific, circo e perfomances ao ar livre. Antes de trabalhar no Arts Council, ele foi gerente geral do Chelsea Theatre, onde comissionou e produziu novas peças e liderou uma grande reforma no edifício.
Steve Tompkins
Arquiteto do escritório Haworth Tompkins Architects, é conhecido pela transformação arquitetônica de vários teatros londrinos, incluindo o Young Vic e o Royal Court Theatre. O escritório foi responsável por várias construções premiadas, incluindo casas em locais densamente povoados, prédios artísticos e projetos temporários e de menor escala. O escritório atualmente trabalha com clientes como o Plabody Trust, o Royal College of Art, a London Library e o BAC – Batterse Arts Centre. O teatro The Young Vic ficou em segundo lugar na prestigiosa premiação RIBA Stirling Prize de 2007. Também é Visiting Professor da Universidade de Greenwich.
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