Lindsey Winship segue coreógrafos britânicos até o laboratório cientifico.
On Tour, Issue 24, UK Drama & Dance 2004
Dança é, por sua natureza, um negócio colaborativo. Somente as produções mais severas atingem o palco sem serem embelezadas por música, fantasias, iluminação e cenas, enquanto os mais aventureiros tiram inspiração do teatro, de filmes e da literatura. Alguns coreógrafos olham para as artes marciais e as artes dos palhaços para achar novos movimentos, enquanto outros usam temas filosóficos ou políticas como um ponto de partida. Numa tentativa de entender essa forma de arte muito instintiva, de buscar novas linguagens de movimento e de refletir sobre a experiência humana contemporânea, coreógrafos vem atravessando disciplinas e fronteiras como nunca antes. E a fase mais recente os leva para um dos territórios menos explorado pela dança – o laboratório científico.
Wayne McGregor é um dos mais procurados coreógrafos da Bretanha. Ele fez uma apresentação pelo Royal Ballet, o Stuttgart Ballet, Rambert Dance Company e por Antonia Francheschi do New York City Ballet. O dueto, 2Human, que McGregor criou para as estrelas da dança, Agnes Oaks e Thomas Edur do English National Ballet, ganhou o prêmio Oliver Outstanding Achievement em Dança. Porém, apesar desses encontros high profile, a obra mais progressiva e interessante de McGregor é com a sua própria companhia, Random Dance, com o seu interesse, de muito tempo, nas ciências e a tecnologia influenciando cada peça: de experiências com imagens digitais, links via satélite e transmissão via internet, a 2002’s Nemesis, em que os dançarinos usam membros prostéticos e se transformam em criaturas mecânicas parecidas com insetos.
O processo tem tido um impacto significativo nas novas obras de McGregor. ‘Com certeza tem feito uma diferença em como nós criamos a linguagem e como eu tenho estruturado a peça,’ ele fala. ‘Tentei abordar de uma pespectiva diferente de princípios e também criar uma série de desafios no estúdio.’ No meio tempo, no laboratório, o projeto também tem levado os cientistas aos seus limites, criando novas questões e outras maneiras de investigar. Além disso, também tem servido para esclarecer um pouquinho o mundo estranho de arte moderna.
Para a reportagem completa e mais sobre Dança, Drama & Artes Performáticas, por favor, peça sua copia da revista On Tour. webmaster@britishcouncil.org.br
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