Criatividade e prática são parte do mix de oferta do UK, permitindo que você se torne um verdadeiro especialista na área que escolheu. O Reino Unido possui uma das mais vibrantes indústrias editoriais, de música, cinema e TV. A exemplo disso, você confere a seguir o depoimento do aluno Tinchy Stryder, da University of East London, contando como administrou sua atribulada vida de estudante junto ao grande sucesso de sua música.
"Escolhi a UEL porque é perto da minha casa - moro em East London a 15 minutos da universidade. Não me informei sobre nenhuma outra instituição. Na verdade, nem tinha certeza se eu realmente iria para uma. Comecei minha música aos 13 e quando pensei em me aplicar para a universidade, sabia que não conseguiria administrar minha música e meus estudos - e é verdade que o trabalho é bem duro.
Eu tinha um amigo que já estava cursando vídeo e animação, e quando ele me explicou o que era, pensei "Sim, é isto que quero fazer". O curso me ajuda muito com a música. Quando estou produzindo um clipe musical, entendo a posição da câmera, por que elas precisam de iluminação, entendo todos os porquês do que me pedem pra fazer. E também existe o lado profissional das coisas.
Fiz GNVQs na escola e outros cursos no college. Quando fui à entrevista, tive que falar sobre o que eu já havia feito até então. Não foi complicado dizer, mas fiquei impressionado com os tutores – eles estavam totalmente engajados no que estavam lecionando, além de estarem trabalhando em projetos individuais.
Meu primeiro ano foi basicamente aprender como utilizar o software e outras novidades. No meu primeiro dia, os tutores nos informaram sobre tudo o que aprenderíamos – e não seria apenas assuntos relacionados à filmagem, haveria muito trabalho escrito também. Não me importo em fazer trabalhos escritos, mas realmente não gosto de fazer apresentações na frente de todo mundo – estou sempre atrasado, portanto, sempre correndo para chegar a tempo da apresentação.
Não tive uma experiência universitária típica. Morava na minha própria casa e não sou do tipo que sai para beber em um bar para estudantes. Tinha dois amigos próximos no meu curso e costumava ficar só com eles. No entanto, também conheci muitas pessoas através da minha música, assim preferi não misturar. Não tenho nenhum arrependimento, mas acho que talvez poderia ter me envolvido mais com as coisas.
As pessoas na minha classe não sabiam da minha música – tentei progredir sem que ninguém me notasse ou reconhecesse. Quando o single foi lançado, eu estava na manchete do jornal do estudante. Por sorte, isto só aconteceu depois do fim do meu curso.
Foi um trabalho duro administrar minha música junto com meu curso. O tempo que eu passava na universidade eu usava para estar na biblioteca ou com meus tutores – o resto do tempo estava trabalhando na minha música. Eu sabia o que queria, então só tinha que focar. Este ano meu single foi nº1 e estive em um tour musical, mas ainda tinha que fazer meu trabalho de 6 mil palavras sobre Teoria Visual, além de produzir uma animação e um documentário. Para o documentário, procurei combinar universidade e música: fiz um vídeo sobre o gerente do nosso tour musical. Então, enquanto viajávamos, filmei tudo o que ele estava fazendo: preparando o palco, os músicos e os funcionários. Foi um pouco louco, mas eu não podia deixar de fazer. Em vários momentos achei que não ia conseguir terminar, mas tudo o que se pode fazer é tentar. Não tive o pensamento “Já tenho um single nº1, portanto, não preciso fazer mais nada”, e de algum jeito, consegui terminar o trabalho a tempo.”
Tinchy Stryder terminou seu BA em Moving Image and Animation na University of East London. Seu álbum, Catch 22, foi lançado agora.
Fonte: The Guardian, 20 de agosto de 2009.